segunda-feira, 4 de abril de 2022

Metallica - Mountain View, CA, USA [1989.09.15

 Band name: Metallica Date: September 15, 1989 Venue: Shoreline Amphitheatre Location: Mountain View, CA, USA Tour name: Damaged Justice Tour Track listing: 0:00:02 Blackened 0:06:36 For Whom the Bell Tolls 0:12:07 Welcome Home (Sanitarium) 0:19:15 Harvester of Sorrow 0:25:17 The Four Horsemen 0:31:10 The Thing That Should Not Be 0:38:25 Bass Solo 0:43:41 To Live Is To Die (Jam) 0:45:43 Master of Puppets 0:54:21 Fade To Black 1:03:01 Seek & Destroy 1:11:14 ...And Justice for All 1:24:22 One 1:31:26 Creeping Death 1:39:48 Guitar Solo 1:43:11 Little Wing (Jam) 1:46:40 Battery 1:53:36 The Frayed Ends Of Sanity (Jam) 1:57:11 Last Caress 1:58:30 Am I Evil? 2:02:45 Damage, Inc. 2:10:41 Blitzkrieg 2:14:15 Breadfan 

 


 

A ETERNA GRANDE DAMA DA LITERATURA BRASILEIRA

 por  Sharon Sevilha




 

Hoje, acordo com um dia lindo de outono e com a notícia triste, mas já esperada: a última grande escritora brasileira que eu admirava faleceu aos 98 anos, em paz, em casa. O dia lindo ficou feio e cinza.

 

Há diversas matérias falando sobre quem foi Lygia Fagundes Telles e sua importância literária. Falando dos prêmios que ela ganhou, da Academia Brasileira de Letras, sua vida e obra. É só jogar o nome dela no google. Conheço estas histórias de traz para a frente.

 

Falo aqui da importância que a escritora teve na minha vida e na minha formação. O primeiro livro que li foi AS MENINAS, submetido à inspeção da Ditadura Militar e que criticava duramente os anos de chumbo. Por sorte, todo polícial é burro. O safado que analisou seus escritos, não teve paciência para ler, olhou uma página ou outra, acreditou se tratar de uma história boba de três meninas e liberou. Ouvi esta história da boca dela, em uma das muitas palestras que ela deu nas mais diversas edições da Bienal de Livros de São Paulo.

 

Outra história que ela gostava de contar era sobre a pouca atenção dada aos escritores. Enquanto jogadores de futebol ganhavam milhões por uma aparição pública, o escritor ganhava, no máximo, um ramalhete de flores que estavam murchos antes de chegar ao hotel.

 

A Lygia (eu a tratava com uma intimidade incrível: nada de a senhora, era você mesmo. Que dona Lygia nada, era só Lygia) também gostava de contar que vinha de uma família rica, mas que ela era pobre. Seu pai perdeu todo o dinheiro da família em jogos de azar. Ela dizia: “avô rico, pai pobre, neto mendigo. Eu sou a neta mendiga” - e ria de si e todos riam com ela.

 

Tenho toda sua obra na minha modesta biblioteca. Os mais antigos foram herança da minha mãe, os últimos, presentes do meu marido.

 

Vejo muito do meu jeito de escrever prosa influenciado pelo jeito dela: a dor, a loucura, a morte. Todos os meus escritos tem personagens assim e terminam de maneira trágica.

 

Embora ela tenha se formado em Direiro, nunca me interessei pela profissão, sempre gostei mais das Letras. Ela nunca advogou, nem sei se tirou OAB, sempre escreveu. Este era o seu único ofício. E aprendi com a ela a responder: não me peça para fazer de graça a única coisa que sei fazer cobrando. Escrever.

 

Outra coisa que ela dizia e que eu trouxe para mim: a pouca idade não justifica o mau texto”. Por isso, nunca mostrei o que escrevo. Escrevo e guardo. Pronto.

 

Tive a oportunidade de encontrá-la, como disse acima, em diversas Bienais. Em uma delas, pedi que autografasse meu conto preferido, As Cerejas, mas não soube explicar - e ainda não sei – o porquê deste conto mexer tanto comigo. Seja como for, fica o link para que você o leia também.

 

Obrigada por tudo, Lygia: por ter me mostrado o caminho maravilhoso das Letras e por fazer parte da formação da minha personalidade.

 


http://leiadevez.blogspot.com/2010/08/lygia-fagundes-telles.html

sábado, 2 de abril de 2022

More Libertines

 










Queensryche Live 2022 in 4K FULL CONCERT

 



Queensryche Live from the Shrine Auditorium in Los Angeles 2022 in 4K FULL CONCERT from the PIT! Go see them live it's amazing what an opening act for Judas Priest! Queensryche delivered an incredible live show that not only fires up every audience with music that spans a career full of hits and great new music, but they always leave the crowd wanting more. Be sure to catch these guys live, it’s a show you do not want to miss. The band came out of the gate with relentless force, hitting the audience hard with Queen of the Ryche. They followed that up with a string classics that included, Operation Mindcrime, Walking in the Shadows and Resistance before they unleashed Man in the Machine from their latest The Verdict LP. Man in the Machine features ripping guitar solos by Michael Wilton, scorching vocals by La Torre and a driving rhythm fueled by guitarist Mike Stone, bassist Eddie Jackson and powerhouse drummer, Casey Grillo.

Novos talentos e músicos consagrados no palco do Sheridan´s


 


O palco do Sheridan´s Irish Pub, referência roqueira no Batel, abre espaço para novos talentos e também para músicos consagrados na cena local. A programação da casa para a semana tem desde o clássico show do U2 Irish, na segunda-feira, até um recital de músicas temáticas de filmes em novelas.

 

A casa também conta com Happy Hour de segunda à sexta-feira, das 17h às 19h, exceto nos feriados. Nesta faixa de horários, um cardápio selecionado traz opções em comidas e bebidas. Outra promoção é o Open Wine, que traz vinhos servidos à vontade, ao preço de R$ 69 por pessoa. Esta disponível de segunda à sexta-feira, das 17h às 21h.

 

Reservas podem ser feitas pelo WhatsApp (41) 99759-6000. O valor de entrada é de R$15 (segunda a quinta) e R$20 (sábados, domingos e feriados).

 

Confira a programação:

 

Segunda-feira (4/4) – U2 Irish - A longa trajetória do U2 é recriada pela banda curitibana, num show cover que se esmera em reunir as grandes pérolas de Bono Voz, The Edge e companhia. Nesse caminho, percorre desde o fim dos anos 70 até os sucessos mais atuais. Hits como “Beautiful Day” e as favoritas dos fãs como, “One” e “Sunday Bloody Sunday” figuram nas apresentações do quarteto curitibano.

 

Terça-feira (5/4) – Recital de Músicas Temáticas do Cinema e das Novelas, com a escola Elite Musical – A escola de música Elite Musical reúne alunos e professores para um recital que vai percorrer trilhas de sucesso do cinema e da televisão. No roteiro, grandes clássicos e hits contemporâneos.

 

Quarta-feira (6/4) – Firecracker – O cultuado grupo curitibano mostra um repertório carregado com sucessos do pop e rock, trafegando desde os anos 2000 até a atualidade, passando por nomes como Maroon 5, Ed Sheeran, Oasis, The Strokes, Coldplay e Imagine Dragons.

 

Quinta-feira (7/4) – Pennyback - Neste show, o quarteto local faz um tributo a duas bandas de destaque do rock internacional, Nickelback e Creed.

 

Sexta (8/4) – Válvula Vapor (20h) – O grupo Válvula Vapor interpreta canções que fazem parte da história do rock brasileiro. Barão Vermelho, Cazuza, Skank, O Rappa e RPM são alguns dos nomes que figuram nos shows do quarteto curitibano.

 

Suicide Blonde (23h) – O quarteto curitibano destaca no seu show grandes músicas dos anos 1980 e 1990. Entre outros destaques, estão representados artistas como INXS, Imagine Dragons, The Cranberries, Madonna, Kiss, Aerosmith, Alanis Morissete e Prince.

 

Sábado (9/4) – Sheridan´s Music Club (19h30) – A banda apresenta um show especial, com os convidados Vinnie (Válvula Vapor) e Diggão (Radiophonics), num tributo ao rock.

 

Heartifield (21h30) – Os estilos musicais hard rock e pop formam a linha de frente do repertório do sexteto curitibano. Entram em cena músicas de artistas como Journey, Van Halen, Bruce Springsteen, Scorpions, Twisted Sister e Whitesnake, entre muitos outros.

 

Backstage (23h30) - O hard rock é representado no pub com o repertório do grupo Backstage. Entram no repertório músicas de sucesso de bandas como Guns n’ Roses, Queen, Aerosmith e Bon Jovi.

 

 

Sheridan´s Irish Pub

 

Endereço: Rua Bispo Dom José, 2295 – Batel, Curitiba - PR

Informações e reservas: (41) 99759-6000.

UM FURACÃO CHAMADO THE LIBERTINES

por Sharon Sevilha 








Antes de escrever esta resenha, li umas três ou quatro dizendo a mesma coisa: foi o show mais vazio depois das 18h, foi nostálgico, Pete e Carl não se entendia na hora de cantar Can't Stand Me Now... Até a aparência física do Pete foi criticada. Alguém disse que os dois estavam de chapéu!

 

Pergunto: o que importa a aparência? O tempo passa para eles também! O que importa como estão vestidos? O que vale é a música! “Ah, mas é o mesmo repertório”. E o KISS não está com o mesmo repertório desde 1999, trocando só uma música aqui, outra ali? Lembrando que o KISS lançou o MONSTER, em 2012 e só incluiu umas três faixas.

 






Assisti ao show de uma grade muito apertada e com muito empurra-empurra. Olhando para trás, o show estava lotado, as pessoas cantavam as músicas em uníssono. Só não digo que foi perfeito porque o Libertines fez um show que merecia fechar o festival – com fireito a fogos de artifício e tudo o mais. No lugar disto, como o Rancid, outra grande banda que tocou no Lollapalooza abrindo para o um-milhão-de-vezes-visto-Metallica, às seis da tarde. O bom foi o clima de grandes festivais: chuva e lama. Muita lama! Lamapaloser!

 

Levando em conta que a banda só tem três álbuns lançados e que é a segunda vez que os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de vê-los, digo sem medo de exagerar: foi mágico! Uma pena só terem sido chamados apenas uns dez dias antes para substituir o Jane's Addiction.

 

No setlist, canções como Time for the Heroes, You're My Waterloo (com Carl no piano), What Katie Did (feita pelo Pete para sua então namorada e modelo, Kate Moss), Gunga Din (tem um filme com este nome, sabia?), Boys in the Band (que é sobre o Liam e o Noel, do Oasis), a maravilhosa Can't Stand Me Now (cantada com perfeição), Don't Look Back into the Sun e, entre outras tantas, a belíssima Music When The Lights Go Out. Esta me fez chorar até desidratar. E um brinde: o solo de bateria de Gary Powell.

 





Dava gosto de ver a banda entrosada e os bromates cantando no mesmo microfone com as bocas praticamente coladas. Foi o melhor show do Lollapalooza. Um presente surpresa para quem tinha comprado o ingresso antes da pandemia para ver o Guns and Roses – outra banda que amam falar mal, mas falaremos disto na resenha do show que farão por aqui na época do Rock in Rio.

 

Sobre a estrutura do festival em si, não posso falar muito, pois eu nem ia. Ingresso a preço nababesco, Interlagos, o lugar mais longe e difícil de chegar do mundo! O que presenciei, por volta das quatro da tarde – quando cheguei – foi uma fila babilônica do lado de fora. Lá dentro, só o copo com a logomarca do festival, mais ou menos R$ 20,00, filas para qualquer coisas que você pensasse. Tinha diversos espaços: gourmet, principalmente, porém vi da Melissa (aquela sandalhinha de plástico dos anos oitenta), tatuagem temporária, a clássica roda-gigante. Até um espaço para vender alguma marca de carro (com os carros!) tinha também. Honestamente, talvez eu esteja velha e chata: o festival mais parecia uma feira gigante com alguns shows para animar. CONSUMO! CONSUMO! CONSUMO! O que eu vi e que funcionava e estava sem filas foram os banheiros químicos: tinham até papel higiênico! Juro!!!!!!

 

Agora, tentando resumir o máximo possível, vou contar como fui parar neste festival.

Como disse acima, eu não ia: ingresso caro e só uma banda para ver – UMA BANDA QUE AMO!!!!!! É preciso falar das pessoas, não dos artistas envolvidos.

 

Justamente por não ter condições de pagar R$ 720,00 na meia entrada (mais 20% de taxa de incoveniência), conformei-me em não ver, mas como qualquer fã, fiquei triste, tipo “todo mundo vai ver o Libertines, menos eu”.

 

With a little help from my friend, fui esperar a banda no aeroporto acompanhada de uma amiga que não era fã até então. Fui com a letra dada pelo amigo: sabia o horário do voo. Beleza, né? Eles chegam, a gente pede uma foto, dá um beijinho e vai para casa.

 

O voo – que chegaria às 23h45 - chegou às 3h33 da madrugada. Estávamos lá desde às 22h30. Tem que ter muito amor no coração por uma banda, sério... Ar condicionado level Polo Norte, duas fumantes, entra, sai, olha o horário do voo – em looping.

 

Se eu for contar com detalhes, este texto fica longo demais e você para de ler. O Pete Doherty é um amor, um querido! Estava exausto, mas deu atenção, tirou fotos, autografou e ainda ficou na maior conversa.

 

Carl Barât... não há palavras para descrever tamanha doçura e generosidade. Ao saber que não iríamos ao show, pediu que escrevêssemos nossos nomes para nos colocar na Guest List (foi assim que fui parar no Lolla: convidada do Libertines) e ficou esperando o tour manager desembarcar para dar o papel com nossos nomes em mãos. Se quiséssemos, teríamos colocado uns dez nomes, fácil. Diz para mim: qual foi o artista que já fez isso com você chegando de um voo que atrasou três horas e tendo acabado de perder um amigo por overdose?

 

O John e o Gary deviam estar aparafusados no avião, pois o Pete e o Carl conversaram conosco durante uma hora e meia e os dois não desembarcaram. Se parar para pensar, eles passaram mais tempo com nós duas do que no palco, tocando. Conversamos sobre tudo e sobre nada. Eles, um inglês com sotaque pesadíssimo. Nós duas tentando entender e responder.

 




Até agora, eu e minha amiga estamos tentando entender o que foi este furacão chamado Libertines que nos virou do avesso e nos fez viver um dos momentos mais felizes de nossas vidas.

 

É verdade, Renato (RUSSO) - e aconteceu no dia do teu aniversário: só vai para a frente quem é fã e acredita mesmo nas coisas.

 

Sharon Sevilha, em 2 de abril de 2022.

 

 

Crédito fotos:

Doug Gauna

Paula Basílio

Sharon Sevilha

sexta-feira, 1 de abril de 2022

The Jesus and Mary Chain - Ground Control

 « La musique pop, c’est horrible » s’indignait Jim Reid dans le Guardian en 2017. Le ton est donné. Il faut dire que les gars de @The Jesus and Mary Chain Official sont plus adeptes de gros son qui tâche que des jolies mélodies. Dans Ground Control, ils font sonner les meilleurs titres de leur discographie. Tout commence en 1983 quand deux frangins d’East Kilbride, banlieue de Glasgow, Jim et William Reid lâchent leur boulot d’ouvrier pour se lancer dans la musique. Dans un climat de crise économique qui sévit sur la Grande Bretagne ils montent The Jesus and Mary Chain un groupe à contre-courant, alors que la mode à la synth-pop. Rejoint par Douglas Hart - qui quitte le groupe en 1991- et Bobby Gillespie, ils forgent leur réputation avec des sets très brefs à coups de larsens et de distorsions sonores et s’affirment comme chef de fil de la noise pop. Plutôt du genre bad boy, il leur arrive de saccager le matériel et de provoquer des émeutes dans le public. Rois de l’irrévérence, ils font toute leur carrière à rebours des modes et n’hésitent pas à railler les Stones dans la chanson Nine Million Rainy Days. Un peu plus sages qu’à leur début, mais toujours animés par un esprit punk, ils nous font traverser leur discographie, de Psychocandy (1985) à Munki (1998), en passant par Darklands (1987). Un concert qui nous fait naviguer entre brutalité et délicatesse. Setlist : Darkland Deep One Perfect Morning Down On me Nine Million Rainy Days Happy Place Taste Of Cindy Up Too High Drop Come On Mo Tucker I Love Rock’n‘Roll Concert filmé le 8 décembre 2021 à Ground Control, Paris.