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domingo, 5 de julho de 2020

T4F ANUNCIA QUE NÃO VAI REEMBOLSAR INGRESSOS DO LOLLAPALOOZA

Por Sharon Sevilha

Começou nesta segunda-feira a venda de ingressos para o ...

Logo quando foi anunciado o adiamento do festival para dezembro deste ano por causa da pandemia, a T4F já havia avisado que não reembolsaria o valor dos ingressos caso não conseguisse reagendar todos os artistas para o fim do ano, mas que os headliners permaneceriam os mesmos. Em outras palavras: se você comprou o ingresso para ver uma banda que não virá, vai ficar sem a banda e sem o dinheiro.

Hoje, a CNN Brasil lançou uma nota dizendo que a empresa não vai reembolsar ingresso nenhum. Ora, quem comprou o ingresso, comprou para o mês de abril, sabia que seria possível ir, estava planejado. Então o festival é adiado para dezembro, que por si só já é um mês que as pessoas tem outros compromissos devido ao Natal, a falta de férias escolares e outros impedimentos. Normalmente, é um mês que quase não há shows, os artistas também estão parando por conta de suas próprias demandas.

Em maio passado, a Jovem Pan postou que a T4F vai oferecer créditos para outros shows com validade de doze meses. E se não tiver nenhum show desta produtora que a pessoa queira ver? 

A empresa se segura na Medida Provisória 948, que dispõe sobre o cancelamento de serviços, reservas e eventos de turismo e cultura por causa da pandemia. A MP diz que a prestadora de serviços não é obrigada a reembolsar seus consumidores desde que assegurem as remarcações e reservas - ou que disponibilizem os valores em créditos ou abatimentos para outros eventos.

Resumindo: se você não pode ir ao Lollapalooza nas datas reagendadas, nem perca tempo discutindo com a empresa. Tente vender sua pulseira ou, se preferir, procure o Procon.  A T4F não vai devolver seu dinheiro.

domingo, 28 de junho de 2020

O QUE FOI O STONEWALL

Por Sharon Sevilha

A rebelião de Stonewall foi uma reação da comunidade homossexual contra ataques violentos da polícia de Nova York que aconteceu às primeiras horas do dia 28 de junho de 1969, no bar The Stonewall Inn, no Greenwich Village, em Manhattan.

Ficheiro:Stonewall Inn 1969.jpg

Estas manifestações são consideradas como o movimento mais importante que levou à luta pelos direitos atuais dos LGBTQ+.

O Stonewall Inn pertencia ao grupo mafioso Cosa Nostra americano, que pagava uma espécie de propina para que a polícia os deixassem em paz, visto que ser homossexual, em Nova York, era crime. Além disso, o bar vendia bebidas alcoólicas - o que era proibido à época, mas o bar  era um dos poucos estabelecimentos que recebiam pessoas declaradamente homossexuais. Era também conhecido por ser uma casa que recebia pessoas mais pobres e marginalizadas. As batidas policiais eram frequentes nos anos sessenta, mas os oficiais perderam o controle no fatídico dia 28, quando invadiram o local e prenderam cerca de treze pessoas. O que as autoridades não contavam era com a reação dos clientes: jogaram moedas, garrafas e toda a sorte de objetos em direção a eles enquanto os detidos eram conduzidos às viaturas. E não parou aí: os manifestantes organizaram uma barricada  e atearam fogo no local onde estava a polícia, causando um princípio de incêndio. O fogo foi apagado e as pessoas foram dispersadas, mas a história não termina aí. A comunidade de Greenwich Village não se intimidou com o ataque ao bar e continuou protestando ferozmente nas noites seguintes.

Stonewall, conquistas e desafios das manifestações LGBTs - MST

Em 2016, a área onde está localizado o Stonewall Inn se tornou o primeiro monumento nacional em homenagem aos direitos LGBTQ+ dos Estados Unidos e é reconhecido mundialmente como um símbolo da luta pela igualdade.

Veja algumas imagens do movimento.




terça-feira, 2 de junho de 2020

O ZONAPUNK VIROU LIVRO!!!

Por Sharon Sevilha

O jornalista, documentarista, cineasta e zonapunker Wladimyr Cruz, finalmente selou sua imortalidade lançando este livro. Explico: como pessoas, somos todos mortais, mas o que produzimos, criamos, a semente que plantamos na cabeça e/ou coração de alguém, isto sim, é imortal.

Não é um livro de memórias, longe disto. São apanhados do site ZonaPunk nos últimos vinte anos. Você vai ler trechos de depoimentos de vários artistas entrevistados pelo jornalista, compartilhará  alguns shows com as resenhas e fotografias de vários colaboradores e se eu contar mais, estraga a surpresa.

Wladimyr, como poucos, sempre acreditou e viveu à risca o do it yourself. Este livro é a prova disto. E seus documentários e seus filmes curtos também. É dele o curta de terror ao qual assisti e que mais me deu  medo. E que quase me rendeu um bode de verdade. Provavelmente preto, mas isto é outra história. 

O livro está na pré-venda e só serão lançados cem exemplares. Clique AQUI para adquirir o seu  ou , se quiser garantir o livro mais uma camiseta comemorativa, clique AQUI.

Nenhuma descrição de foto disponível.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

SEGUE O BAILE

A classe artística reagiu com muitas críticas à entrevista em que a secretária especial da Cultura, Regina Duarte. Ela minimizou a ditadura militar brasileira, a tortura praticada no período e as mortes de nomes como o do cantor e compositor Moraes Moreira, do escritor Rubem Fonseca, do compositor Aldir Blanc e do ator Flávio Migliaccio. Um manifesto com assinaturas de 512 artistas foi divulgado sábado em repúdio. Entre escritores, atores e músicos estão nomes como Luis Fernando Verissimo, Rita Lee, Caetano Veloso e Miguel Falabella.