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quinta-feira, 17 de março de 2022

Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da comédia de 14 para 18 anos

 


Diante da reação de plataformas de streaming contra a censura ao filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da comédia de 14 para 18 anos e recomendou que, em canais de TV abertos, ela seja exibida apenas após as 23h. O filme, lançado nos cinemas em 2017 e disponível na Netflix e na Globoplay, foi alvo de críticas tanto de bolsonaristas quanto de pessoas que atuam no combate à pedofilia devido a uma cena em que o vilão, um pedófilo interpretado por Fábio Porchat, assedia sexualmente dois menores. Segundo juristas, a tentativa de censurar o filme, independentemente de sua qualidade ou do tema abordado, feria o inciso 9 do artigo 5 da Constituição e a jurisprudência do STF. (g1)

Danilo Gentili, autor do livro em que Como se Tornar... é baseado (e ator no longa), reagiu com ironia, publicando no Twitter uma cena da novela Os Mutantes em que o hoje secretário especial de Cultura, Mario Frias, agride uma mulher. “Isso passou em TV aberta? E se uma criança assiste? Nossa… Deveríamos censurar?”, indagou. Frias vem liderando a cruzada contra o filme na Netflix. (Folha)

A campanha contra o filme começou com uma publicação da intérprete de Libras Mariana Lima. Ela nega ser bolsonarista e se diz contra a censura. “A intenção foi alertar os pais e dizer que não dá para assistir com as crianças. Mas nunca imaginei que ia chegar aonde chegou”, diz. (Globo)

E, como costuma acontecer, a tentativa de censura a uma obra acaba por impulsioná-la. Como se Tornar o Pior Aluno da Escola era ontem a terceira atração mais assistida na Netflix brasileira. (Popline)

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Ataque ao aplicativo de delivery do iFood


E um ataque
 ao aplicativo de delivery do iFood mostrou capturas de tela que circularam nas redes com nomes de restaurantes trocados por ofensas políticas. Ainda não se sabe se houve invasão aos sistemas ou se o ataque foi interno. (TecMundo)

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Acabou a meia entrada


Aprovado
 na quarta-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo, o projeto que, na prática, acaba com a meia entrada para estudantes, idosos e outros grupos no estado deve ter vida curta. O presidente da Alesp, Carlão Pignatari (PSDB), disse que o governo vai vetar a medida, cuja aprovação classificou como equívoco. “Existe uma lei federal que regulamenta, o estado não pode regulamentar esse tipo de benefício”, disse o deputado, que está exercendo interinamente o governo. Arthur do Val (Patriotas), autor do projeto, afirma que atendeu a um pedido do setor de cultura. (g1)

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

“Eu pensava: ‘O que eu estou fazendo aqui trancado nesse país que não é meu?’"


“Eu pensava:
 ‘O que eu estou fazendo aqui trancado nesse país que não é meu?’”, desabafa Wagner Moura sobre o que foi enfrentar a pandemia com a família em Los Angeles, onde mora desde 2018. O ator e diretor voltou ao Brasil para, finalmente, lançar seu longa Marighella (trailer no YouTube), estrelado por Seu Jorge. O filme deveria ter saído em 2019, mas ficou empacado em burocracias da Ancine e depois na pandemia. Moura comenta, revoltado, acusações em redes sociais de “mamar na Lei Rouanet”. “É uma produção feita com o fundo setorial e dinheiro da Globo Filmes. Não recebi um tostão por esse trabalho. Pelo contrário. Só gastei”, afirma. (Globo)

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

O descaso do governo brasileiro com a Cultura é mensurável


O descaso
 do governo brasileiro com a Cultura é mensurável. Entre 2011 e 2021, o orçamento do governo federal para o setor caiu 46,8%, de R$ 3,33 bilhões para R$ 1,77 bilhão — com os valores corrigidos pela inflação. A fatia da Cultura cresceu até 2013; de 2014 em diante, foi apenas queda. Proporcionalmente, o maior corte foi na Funarte (56,7%), seguida do Iphan (56,6%), que sofreu a maior garfada em valores absolutos. Além da previsão orçamentária, a execução (o que foi efetivamente gasto) teve queda semelhante. (Globo)

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Capitão do mato rides again


 Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, parece não ter limites na busca por polêmicas. Investigado na Justiça do Trabalho por assédio moral, discriminação e perseguição ideológica, ele foi tema no domingo de uma longa reportagem no Fantástico que detalhava o caso, trazia depoimentos e relembrava as polêmicas de sua gestão. (G1)

Nas redes sociais, Camargo ontem desqualificou a reportagem, como era de se esperar, e tentou criar uma cortina de fumaça atacando uma profissional negra da TV Globo de grande empatia, a apresentadora Maju Coutinho – que, aliás, não tinha relação com a matéria ou o Fantástico. “Não sou um preto de coleira. Não sou como a Maju…”, escreveu, antes de apagar a mensagem e substituí-la por outra sem o nome da jornalista. (Metrópoles)

Vista como uma das últimas trincheiras da ala olavista no governo, a Secretaria de Cultura, à qual responde a Fundação Palmares, não perdoa sequer ex-aliados. Exonerado nesta terça-feira, o ex-secretário de Desenvolvimento Cultural Mauricio Noblat Waissman diz que a secretaria vive “um eterno delírio de caça às bruxas” e faz um mea culpa de ter se aliado ao “olavismo cultural”. (Globo)

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Completam-se três anos de uma das maiores tragédias que já se abateram sobre a cultura brasileira: o incêndio do Museu Nacional


Na próxima
 quinta-feira completam-se três anos de uma das maiores tragédias que já se abateram sobre a cultura brasileira: o incêndio do Museu Nacional. Mas até daquele horror alguma beleza surgiu, como mostra o documentário Fênix: o voo de Davi, que entra na grade da Globoplay no aniversário do incêndio. O filme mostra o trabalho do bombeiro Davi Lopes, que participou do rescaldo no museu e, de pedaços de madeira que sobreviveram ao fogo, fez instrumentos musicais — violões, bandolins, cavaquinhos etc. — que serão doados ao museu e estão aos cuidados de artistas como Gilberto Gil e Paulinho da Viola. (Globo)

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Funarte caindo aos pedaço


Enquanto isso...
 A Funarte interditou um de seus prédios no Rio onde fica o Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc). O motivo, segundo a instituição, foi que “condições físicas e estruturais” colocavam em risco a equipe e o acervo. Ou seja, o lugar está caindo aos pedaços e não há condições de fazer obras de reparo agora. A Funarte estuda transferir seu acervo para o Museu da Casa da Moeda do Brasil, também no Centro do Rio, que tem espaço e estrutura para recebê-lo. (Estadão)

A ideia de vender o Palácio Gustavo Capanema está morta


Ancelmo Gois:
 “A ideia do ministro Paulo Guedes de vender o Palácio Gustavo Capanema está morta, devendo apenas oficializar a hora do enterro. Na quarta, o governador Claúdio Castro e o presidente da Alerj, André Ceciliano, já receberam sinais de Brasília de que tudo não passou de um palpite infeliz.” (Globo)

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Capitão do mato ataca novamente


Em mais um
 movimento desmonte de sua história, a Fundação Palmares abriu um concurso para mudar a logo da instituição, hoje inspirada no machado de Xangô, um símbolo da cultura afro-brasileira. Segundo o presidente da instituição, Sérgio Camargo, a marca sempre o desagradou, mesmo antes de saber que remetia a um orixá. Pelo edital, que pagará R$ 20 mil ao vencedor, a nova logo deve remeter “única e exclusivamente à nação brasileira”. (Folha)


“Para mim, a Fundação Palmares não existe mais.” Essa foi a avaliação do cantor, compositor e escritor Martinho da Vila, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. O próprio Martinho já foi alvo de ofensas de Camargo, que o artista vê, pejorativamente, como “um preto de alma branca”. “Ele se sente branco e acha que tem que acabar com essas coisas todas de preto”, afirmou. (Globo)

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Palácio Gustavo Capanema à venda


A inclusão
 do Palácio Gustavo Capanema, no Rio, na lista dos imóveis a serem vendidos pela União provocou revolta ao longo do fim de semana. Antiga sede do MEC, o prédio é um marco na arquitetura modernista projetado por uma equipe composta por Lucio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do franco-suíço Le Corbusier. A fachada é revestida com azulejos de Cândido Portinari e os jardins são de Burle Marx. Pablo Benetti, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, lembrou que, por ser um bem público tombado pelo Iphan, a venda é ilegal. (Globo)

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Influenciadores foram pagos para criar o conteúdo


Com
 o início da vacinação, milhares de vídeos com desinformação sobre as vacinas contra a Covid-19 começaram a surgir na internet. E pelo menos alguns desses influenciadores foram pagos para criar o conteúdo. O esquema global foi contado por youtubers que foram abordados pela agência de marketing Fazze, mas negaram o convite. No briefing, eles foram instruídos a promoverem o que a agência dizia ser informações vazadas que sugeriam que a taxa de mortalidade entre as pessoas que recebiam a vacina Pfizer era quase três vezes maior que a da AstraZeneca. Dizia ainda para que eles não mencionassem que o vídeo tinha um patrocinador e ainda receberam uma lista de links para compartilhar artigos duvidosos. Teve gente que entrou no esquema, incluindo o youtuber brasileiro Everson Zoio, que compartilhou o conteúdo com os seus mais de três milhões de seguidores no Instagram e 12,8 milhões no YouTube. (BBC Brasil)

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Fomento à Cultura Carioca (Foca) e Lei Rouanet


Entidades 
ligadas à cultura já se mobilizam contra as mudanças na Lei Rouanet assinadas por Jair Bolsonaro na terça-feira. A principal preocupação é com o esvaziamento do CNIC, um órgão colegiado, e a concentração de poderes nas mãos do Secretário Especial de Cultura, Mário Frias, e do secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, o PM André Porciúncula. (Estadão)

Enquanto isso... A prefeitura do Rio relançou ontem o programa municipal de Fomento à Cultura Carioca (Foca), que ficou parado ao longo de toda a gestão de Marcelo Crivella (2017-2020). Com R$ 20 milhões em caixa, o programa prevê beneficiar 300 projetos tendo como base duas linhas. A primeira é a divisão por categorias, incluindo teatro, circo, audiovisual, arte antirracista etc. O segundo é a descentralização territorial, para apoiar projetos em toda a região da cidade. (Globo)

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Picaretagem à vista. Louvores podem ter grana da Lei Rouanet


O governo editou
 ontem uma portaria com alterações na Lei Rouanet. A primeira é a elevação de arte sacra a categoria em separado, junto com belas artes, arte contemporânea, audiovisual, patrimônio cultural material e imaterial, museus e memória. Um especialista do setor, que pode incluir música gospel, vai ter assento na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic). Outra mudança dá ao presidente da Cnic, cujos integrantes ainda não foram escolhidos, poder de decisão sem aprovação do restante da comissão. (Folha)

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Mário Frias, e , o ex-PM André Porciúncula, combatem a Lei Paulo Gustavo


Ainda vivendo
 as agruras provocadas pela pandemia, com fechamento de cinemas e salas de espetáculos, o setor de cultura precisa enfrentar uma guerra ideológica por recursos. De um lado, o secretário especial de Cultura, Mário Frias, e seu braço direito, o ex-PM André Porciúncula, patrocinam a redução no número de projetos beneficiados pela Lei Rouanet e combatem a Lei Paulo Gustavo, que prevê repasse de R$ 4,2 bilhões de recursos já aprovados para estado e municípios investirem em Cultura. De outro, profissionais da cultura lembram que esses recursos já existem e que o objetivo da lei é destravá-los. (Globo)

sexta-feira, 16 de julho de 2021

“quem era Jones Manoel?”


O secretário
 especial de Cultura, Mário Frias está sendo acusado de racismo contra o youtuber e professor de História Jones Manoel. O influenciador havia postado um vídeo falando em comemorar a eventual morte do presidente Jair Bolsonaro, que está internado em São Paulo. Um assessor palaciano publicou um tuíte indagando “quem era Jones Manoel?”, ao que o secretário respondeu “Realmente eu não sei. Mas se eu soubesse diria que ele precisa de um bom banho”. Jones é negro. Diante da repercussão, o Twitter removeu a postagem. (Globo)

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Safadeza continua


Embora a Justiça
 tenha proibido a Fundação Palmares de fazer um expurgo em livros do seu acervo, o diretor da instituição, Sérgio Camargo anunciou que divulgará em 20 dias um relatório com detalhes sobre os novos títulos, sem o que ele classifica de “dominação marxista”. Camargo postou em redes sociais a capa do relatório, mostrando alguns dos autores. Há nomes incontestáveis, como Machado de Assis, Luiz Gama e Carolina Maria de Jesus, mas outros são polêmicos, como o americano Thomas Sowell, críticos das políticas de ação afirmativa, e Candance Owens, comentarista ultraconservadora. (Globo)

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Chupa moleque


Pelo apertado
 placar de três votos a dois, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá podem usar o nome Legião Urbana. O uso da marca era questionado por Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, cujos advogados já avisaram que vão recorrer ao STF. (Metrópoles)

divulga aí sharon sevilha

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Fundação Palmares proibida de se desfazer de livros da própria biblioteca


A Justiça Federal
 em São Gonçalo (RJ) proibiu a Fundação Palmares de se desfazer de livros da própria biblioteca e estabeleceu uma multa de R$ 500 por obra doada. Réu na ação, o presidente da fundação, Sérgio Camargo, vem ameaçando retirar da biblioteca todo o material com viés de esquerda, sob a alegação de se tratar de “um conjunto de obras pautadas pela revolução sexual, pela sexualização de crianças, pela bandidolatria e por um amplo material de estudo das revoluções marxistas e das técnicas de guerrilha”. (Globo)

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Vexame com a Comissão de Cultura da Câmara


Sérgio Camargo,
 o polêmico presidente da Fundação Palmares, faltou ontem a uma audiência pública na Comissão de Cultura da Câmara para tratar de sua gestão e ainda ofendeu os participantes em redes sociais. “Não me sento à mesa para dialogar com pretos racistas. Benedita da Silva me chama de capitão do mato a mando do Bolsonaro. Vá procurar sua turma”, escreveu. Irritados, os integrantes da comissão devem convocar o ministro do Turismo, Gilson Machado, a quem Camargo é subordinado, para dar explicações. (Globo)